La Chronique d'Helena
Francês até no buteco
Já há algum tempo que a programação da Aliança Francesa vinha me interessando. Algumas atividades foram ficando registradas por aqui. Mas tive curiosidade também com alguns Ateliers que acabei não participando mais por falta de disponibilidade do que de vontade. Agora, este ano eles se superaram. Por quê? Simplesmente porque vão fazer o Atelier que eu pedi a Deus (ou seria ao Diabo?), a atividade dos meus sonhos: falar francês em torno de uma mesa de bar! Dá para imaginar? O nome da atividade que dá para conferir aqui no site é “Autour d’un verre”. Bem, resta saber “verre” (copo) de que? Se for de água, já não é exatamente o que eu sonhava... Para dizer a verdade, nem de cerveja. Não gosto. Aliás, Campari também não. Mas, o resto...
Em minha opinião, um vinho só pode ajudar qualquer um a falar francês. Não só por causa de todas as relações que o nosso cérebro já possa fazer da bebida com esta nacionalidade, mas porque convenhamos seja uma maneira excelente de deixar até os mais tímidos à vontade. Meu medo é que os alunos se achem capazes de falar outras línguas também ou alguma que só os demais da mesa consigam entender de acordo com o nível de álcool no sangue. De qualquer forma, como os temas estarão liberados... Quer dizer, esta é a minha “tradução” da afirmação de que estes não seriam precisos. Ah, mas o que me chama também a atenção é quem vai estar responsável por esta atividade. Nada mais, nada menos que Christophe Benest. Resta saber se ele vai beber só água... Afinal, ele é o único que pode demonstrar que a bebida não afeta a linha de raciocínio dele em francês. Acho que vou até desafiá-lo. Já vou começar a juntar uma grana para pagar umas caipirinhas no dia da aula.
Bem, mas para quem já está achando que este Atelier vai acabar conduzindo os alunos ao AA, devo dizer que tem mais propostas interessantes na Aliança. O próprio Benest vai ser responsável por outro Atelier que vai falar sobre a atualidade francesa a partir de artigos, telejornal, rádio, etc. Se bem que estou achando que ele vai acabar levando estes temas para a mesa de bar ou será que vai acontecer o contrário?
Além disso, Claude Chauvin será o responsável por outros dois, sobre música clássica e outro de conversação. Para quem não o conhece, recomendo. Mas antes esqueça (mais uma vez) os estereótipos sobre os franceses. Chauvin é uma das pessoas mais sorridentes e simpáticas que conheço. Uma energia de dar inveja a qualquer adolescente e olha que ele foi meu professor na sede da Aliança Francesa que ficava na João Manuel (a maioria nem sabe disso), ou seja, lá se vão mais de 25 anos.
Bom a dica está dada. De minha parte acho que é melhor não ignorar a oportunidade de falar francês de um jeito descontraído. Tenho certeza de que é um privilégio que muitas pessoas que não são alunas da Aliança gostariam de ter. Eu mesma conheço várias. Resta saber quem pagará a conta do bar da esquina. Naquele meu sonho que falei no início, não tenho dúvidas de que seria Monsieur Benest o encarregado de “l’addition”, mas daí acho que teria também arpas tocando!
08/02/2010




